Nos dias 03 e 04 de abril de 2007 foi realizado o Seminário da Jornada do Desenvolvimento, Distribuição de Renda e Valorização do Trabalho promovido pela CUT. Encaminhamos a seguir o documento elaborado por todas as Centrais Sindicais que estiveram reunidas durante o evento.
A Jornada pelo Desenvolvimento com Distribuição de Renda e Valorização do Trabalho é uma ação conjunta das Centrais Sindicais brasileiras com o objetivo de mobilizar o movimento sindical para influenciar os rumos do desenvolvimento do Brasil. Tem como referência a AGENDA DOS TRABALHADORES PELO DESENVOLVIMENTO, documento que apresenta diretrizes, políticas e ações para promover mudanças substantivas na realidade atual, permitindo a integração positiva entre crescimento econômico e desenvolvimento.
A Agenda está organizada em quatro âmbitos problemáticos e anexos:
Apresentaremos ABAIXO as principais propostas:
A desigualdade e concentração de renda;
I – Manter o processo de valorização do salário mínimo no longo prazo, com reposição do seu poder de compra e valorização através de aumentos reais com base na variação do PIB e da produtividade do trabalho
4 – Universalizar o cesso à energia no campo e na cidade
i. Apoiar a extinção da CVA no campo e na cidade
ii. Defender a extinção da Empresa de Referência adotada pela ANEEL como modelo de cálculo para a Revisão Tarifária
II – Ampliar investimentos em infra-estrutura e serviços sociais
4 - Universalizar o acesso à energia no campo e na cidade.
i. Dar acesso à empresas estatais de energia ao financiamento do BNDES para novos empreendimentos;
ii. Implantar política social que garanta energia para toda a população, com apoio às populações de baixa renda.
VII – Garantir sistema de previdência social pública universal
Desemprego e mercado de trabalho
Gerar empregos para reduzir contingente de desempregados e fortalecer mecanismos de proteção/inclusão do trabalhador
4 - Reduzir jornada legal de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário
6 – Implantar políticas públicas de inclusão de trabalhadores com deficiência no mercado de trabalho
7 – Eliminar o trabalho em jornada extraordinária
8 – Revogar o artigo 6° da Lei 9.601, de 21 de janeiro de 1998, e o artigo 6° da Lei 10.101, de 19 de dezembro de 2004, que trata do Banco de Horas e do trabalho aos domingos respectivamente.
9 – Ampliar o programa de seguro-desemprego (cobertura, valor do benefício e tempo de recebimento)
II – Elevar a formalização do mercado de trabalho brasileiro com a promoção do trabalho Decente
12 – Melhorar as condições de saúde e segurança do trabalho
13 – Combater a precarização do trabalho resultante da terceirização, garantindo aos trabalhadores terceirizados o mesmo patamar de garantias sociais, trabalhistas e previdenciárias do conjunto dos trabalhadores e incentivem a prática efetiva da negociação
i. Retirar o PL 4330/2004 que trata da terceirização em trâmite no Congresso Nacional;
ii. Criar mecanismos que impeçam a terceirização em serviços públicos e na Empresas Públicas e Privadas
III – Fortalecer a organização e a ação sindical e democratizar as relações de trabalho
1 – Reconhecer as Centrais Sindicais
2 – Garantir o direito de representação sindical por local de trabalho
4 – Estabelecer a ultratividade dos Contratos, Acordos e Convenções Coletivas de Trabalho
5 – Estabelecer a Substituição Processual
6 – Coibir e punir as práticas anti-sindicais
7 – Ratificar a Convenção 158 da OIT
8 - Proibir a intervenção do Estado na organização sindical
9 – Fortalecer a fiscalização do e no trabalho
10 – Fortalecer a negociação coletiva
11 – Garantir o direito irrestrito de greve
12 – Garantir a estabilidade, o exercício da atividade sindical e a reintegração dos demitidos
13 – Viabilizar instrumentos ágeis de solução de conflitos
14 – Complementar o dispositivo da Emenda Constitucional 45 com a ultratividade dos ACTs
A capacidade do estado em promover
o desenvolvimento
II – Adequar a estrutura e o orçamento do Estado brasileiro para a promoção do desenvolvimento sustentável
1 – Ampliar investimento em infra-estrutura – energia, transporte, saneamento básico e habitação popular – em consonância com a preservação ambiental
2 – Fortalecer os instrumentos estatais de promoção do desenvolvimento, sem privatização das empresas estatais
4 – Revisar a lei das Parcerias Público-Privadas (PPPs), estabelecendo regras de transparência e controle social
6 – Promover política adequada de “preços administrados”, evitando aumentos abusivos (energia, telefone, água, petróleo, transporte, entre outros)
8 – Efetivar desenvolvimento econômico e social compatível com a preservação do meio ambiente
iv. Desenvolver ações junto ao Ministério de Minas e Energia para a pesquisa em energias alternativas (renováveis e sustentáveis) seja intensificada e intensificação das já existentes (energia eólica, energia solar, dentre outras)
IV – Adequar o papel dos bancos, empresas públicas e fundos de pensão ao desenvolvimento
2 – Implementar políticas direcionadas para Fundos de Pensão como instrumento para o desenvolvimento econômico e social
A democracia e a participação social
I – Criar espaços de participação social e política
1 – Assegurar a participação dos atores e movimentos sociais na instâncias de decisão pública como forma democrática de gestão
i. Garantir a participação dos trabalhadores na gestão das agências reguladoras
ii. Instituir mecanismos de participação dos trabalhadores nos Conselhos de Administração das Empresas Estatais, Fundações e Autarquias
iii. Garantir a participação dos trabalhadores nos Conselhos Tripartides das políticas públicas de qualificação, emprego e renda
II – Democratizar os meios de comunicação
6 – Revisar a lei que regulamenta o funcionamento das rádios e TVs comunitárias
7 – Criar o Fundo Nacional de Apoio às Rádios e às TVs Comunitárias e Universitárias Públicas
8 – Abrir linhas de crédito especiais para jornais de cooperativas, sindicais, comunitários e de associação de bairro