| Apagão |
Propostas
do Sinergia diante da Crise de Energia
Exigir
das Empresas:
§
Esclarecimentos quanto aos números por elas apresentados referentes ao
impacto do racionamento em suas receitas; §
Exigir o fim das horas extras com ampliação das equipes de trabalho com
quadro próprio; §
Exigir
a abertura imediata dos postos de atendimento com quadro próprio de
trabalhadores; §
Exigir
que as empresas implementem programas internos de treinamento voltados para a
crise de energia, visando preservar a saúde, segurança e condições de
trabalho; §
Exigir
o redimencionamento das equipes e da jornada de trabalho; §
Direito
de recusa – Exigir que as empresas do setor elétrico reconheçam o direito de
recusa por parte dos trabalhadores que se encontrarem diante de ordem de serviço
que coloque em risco suas vidas, conforme garante o Art. 483 da CLT, sem prejuízo
de sua carreira profissional e de seus vencimentos; b)
Preservação
e Ampliação do Emprego e Planejamento do Consumo Exigir
do Governo: §
Programas
de conservação de energia, de racionalização do consumo, de fontes
alternativas de energia, etc. visando a geração de novos postos de trabalho; §
Programas de conservação ou criação de fontes alternativas de geração
de energia, voltados para a economia informal ou pequenas empresas (por exemplo:
para a costureira, a cozinheira, a passadeira, o pescador, o açougueiro, o
armazém, a sorveteria, etc.); §
Financiamentos
dirigidos aos setores não intensivos em energia e geradores de emprego (por
exemplo: agricultura familiar, habitação popular, etc.); §
Transparência e democratização ao acesso da sociedade ao Procel –
Programa de Conservação de Energia e seus recursos; §
Programa eficaz de conservação de energia e linhas de financiamento
para o desenvolvimento de tecnologias para a produção de equipamentos e
eletrodomésticos com menor consumo de energia; §
Acesso facilitado a programas federais de incentivos e isenções fiscais
voltados a financiar projetos emergenciais de geração de energia para
estabelecimentos públicos de serviços essenciais (hospitais, escolas, segurança
pública, abastecimento de água, etc.); c)
Privatização
e Modelo Energético
Exigir
do Governo: §
Suspensão imediata do processo de privatização; §
Debate
amplo e transparente com a sociedade sobre o modelo energético e sua
regulamentação; §
Revisão
imediata dos contratos de concessões das empresas de energia elétrica visando
a ampliação da oferta de energia; §
Buscar investimentos privados visando a geração de novos megawatts sem
privatizar o patrimônio já construído; §
Buscar novos investimentos privados na modernização das atuais
geradoras visando a ampliação da demanda; §
Abertura
de programas de investimentos públicos para a ampliação da capacidade de geração
privilegiando as usinas já existentes, pequenas centrais hidrelétricas,
termoelétricas, energia solar, eólica e de co-geração; §
Construção
de pequenas unidades termelétricas, com tecnologia nacional, que causam menor
impacto ambiental; §
Energia sob Controle Social - A energia tem que estar sob o controle público
e ter independência política e econômica. Ela não deve ser vista como
geradora de lucro, via mercado. Seu retorno se dá com o aumento do PIB, geração
de impostos, crescimento econômico, geração de emprego, etc.; d)
Institucional
§
Articular
com outros atores sociais (partidos
políticos, centrais sindicais, FIESP, Congresso, ALESP, etc) o debate sobre
alternativas ao racionamento e o modelo de desenvolvimento que queremos,
pressionando o governo a adotar medidas de interesse social; |
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